sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Se os bichos falassem!

Hoje fiquei imaginando o que significa o som dos animais. Aí é que mei conta: eles conversam sobre mim. Tentei decifrar o que todos aqueles sons signficariam. Após muita observação e paciência, consegui decodificá-los:

Macaco: esse se acha muito inteligente. Mané!
Girafa: é um anão pô!
Bode: huuummm...tentando me imitar é?
Sapo: será que ele é meu pai?
Pernilongo: como é que vou dormir com um ronco desses? Vou matar esse cara no tapa!
Cavalo: será da família dos asnos?
Leão: esse vai "cê" moleza!
Coelho: mais é leeeeerdo!
Tartaruga: apressadinho não?
Bicho-preguiça: estressaaaadooooo!
Papagaio: como é repetitivo esse cara. Repete a mesma coisa o tempo todo!
Crocodilo: ai se eu te pego, ai, ai se eu te pego. Delícia, delícia!
Gato: chato e chato! Pegajoso demais!
Cachorro: é só "dexá uma brecha" que ohhh, vaza! Vira-lata!
Porco: de onde está vindo esse cheiro horrível?
Galinha: acho que esse não pega ninguém!
Cobra: sujeitinho enrolado, viu!
Camaleão: como é falso! Vive se camuflando o tempo todo!

Conclusão: não subestime seu animal, animal!








quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"Dor de dente"

Todos os humanos consideram-se seres inteligentes, sagazes e perspicazes.
Pelos menos potencialmente isso não deixa de ser coerente, visto que na história
conhecemos alguns poucos exemplos de humanos excepcionais.
Nós pobres mortais nos contentamos com nossos minutos de fama.
Mas numa coisa todos nós somos iguais, nobres ou plebeus: com "dor de dente" não há sensatez que resista, nem pensamento que exiba um resquício de lógica, muito menos perspicácia para ouvir o zumbido do pernilongo mais chato.
Dizia Montaigne que se alguém nos olha com desdém e soberba, é só imaginá-lo
ao sanitário, e todos nos igualamos, afinal: "Reis e filósofos defecam!"
Pretenciosamente acrescentaria a essas sábias palavras do mestre cético as minhas:
se alguém o olhar com ar de superioridade, imagine-o com "dor de dente".
Pronto, toda sua fortaleza vai à ruína. Nem Aquiles sairia em batalha! Afinal:
"Heróis e covardes igualam-se diante da dor!"
Como não sou herói, mas um pouco covarde, vou cuidar da minha!
Alguém tem um martelo?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pelos olhos da máquina!

É curiosa a montanha de mensagens postadas diariamente nas redes sociais. Muitas com palavras de afeto, outras de otimismo, algumas refletindo amarguras e decepções de toda sorte. Outras tantas realizando mil e um malabarismos para arrancar de nós um riso.  Vez ou outra alguma um pouco mais simpática e criativa nos faz brevemente vibrar a alma e encher os olhos.  Deuses de todas as estirpes são ali defendidos, louvados, amados e temidos. Até o diabo tem ali seu espaço, mesmo que para maldizê-lo ou fazer dele um bonde expiatório de todas as nossas mazelas. Ali também encontramos festa, glamour, voyeurs, exibicionismos de toda sorte, nossos 15 segundos de fama sobre a mira telescópica de alguns olhares. Por isso é cada vez mais comum ouvirmos pessoas dizerem que não viveriam sem estarem conectadas, suas vidas perderiam completamente o sentido! Estranho, milhares de anos pensadores e filósofos de todas as nações buscando o sentido de nossa existência, e agora descobrimos que o sentido é não mais sentir? É apenas ver e ser visto? E vistos por olhos que não são nossos, mas de máquina?
E máquina exala cheiro? Sente lábios carnudos sobre sua boca? Sente o cheiro do pecado? Reza pela absolvição? Pede perdão? Ama incondicionalmente? Mata impunemente? Sonha acordado? Teme ser amado?
Um ótimo feriadão! E vê se respira um pouco de ar puro e dá uns beijos calientes pra sentir o sangue na veia!

domingo, 29 de abril de 2012

Voltei!

Para a felicidade de poucos, voltei!
Voltei não porque fui. Voltei porque nunca estive em lugar algum.
Voltei não porque viajei. Quem viaja nunca quer voltar.
Voltei não porque parti. Na verdade, nunca fiquei.
Voltei não por mim. Mas também não voltei por você.
Voltei não por dinheiro. Dinheiro algum compra pensamento. Fingimos que o vendemos.
Voltei não para fazer amigos. Amigos não se conquistam em um único dia.
Voltei não por fama. Fama se conquista arduamente e se perde por muito pouco.
Voltei não por egoísmo. Egoístas como eu não fingem altruísmo.
Voltei para que meus pensamentos não sejam prisioneiros de mim mesmo.
Voltei porque sou louco. Louco pela própria loucura.

Um ótimo feriado. Afinal, o trabalho é para muitos. O ócio inteligente é para poucos.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Um brinde!

Um brinde a minha família que eu amo,  que me suporta e não me internou até hoje.
Um brinde ao meu filho, que graças a Deus só aprendeu o que tenho de bom. (Que não é muita coisa, eu sei!).
Um brinde aos meus amigos de infância, dos campinhos de futebol, das caçadas, dos carrinhos de rolimã e das brincadeiras na rua. (Um brinde também aos vizinhos que furavam nossas bolas e contribuíam pra que apanhassemos em casa).
Um brinde às escolas e aos professores que contribuíram para que eu chegasse até aqui. Vocês fizeram um ótimo trabalho. (Eu é que não presto mesmo!)
Um brinde aos meus amigos da adolescência e da juventude, que ajudaram a “corromper” meu caráter e ensinar o contrário do que aprendi em casa e na igreja.
Um brinde às minhas paixões da adolescência. Nem vou comentar por precaução, acho que já estão todas de aliança nos dedos. (Sou louco mas não sô besta!).
Um brinde a tudo o que aprendi no seminário. (Apesar dos vinhos que roubei do padre).
Um brinde aos amigos que fiz na Universidade, à minha faculdade de Filosofia que muito contribuiu para me deixar completamente sem noção.
Um brinde aos amigos que fiz em Bauru, aos meus amigos da pagodera, aos meus vizinhos, aos “cumpanheros” das longas jornadas (saudade de todos!).
Um brinde a vocês que me estenderam a mão e me deram uma lanterna quando eu estava numa escuridão plena. Sou infinitamente grato!
Um brinde aos lugares onde trabalhei (apesar de não ter sobrado um puto de tudo ganhei).
Um brinde aos amores que vivi e aos dissabores que causei.
Um brinde às minhas vitórias e aos meus tropeços.
Um brinde a mim, um brinde a você, um brinde à vida!
Um brinde a Deus que conhece minha alma e todo meu ser!
(Se esqueci de algo, um brinde à minha memória de Garcia!)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Amor de poeta!

É como o sol. Pela manhã suaviza, ao meio dia queima, ao entardecer abranda e à noite desaparece!
É como o vinho. Uma taça não sacia, duas inebria e três transborda!
É como a chuva. Quando fina acalenta a alma. Forte massageia a carne. Torrencial tudo arrasta!
É como a noite.  Na aurora faz bater o coração. Meia noite faz o corpo dançar. Pela manhã provoca saudade de casa!
É como um livro. As primeiras páginas nos empolgam. O meio nos fastia e o final surpreende ou decepciona.
É como a semente. Pela manhã brota, à tarde faz nascer a árvore e à noite deixa cair o fruto.
É como o poeta. No primeiro dia cria, no segundo refaz e no terceiro emudece.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Seja importante pra si mesmo!

Vez ou outra se olhe no espelho e diga: você é importante pra mim!
Fique tranquilo. Isso não é pecado, não é orgulho, muito menos egoísmo. Isso é gostar de si mesmo. E gostar de si mesmo é virtude!
Porque primeiro você deve ser importante pra você, sentir falta de si mesmo, saudade de si mesmo, valorizado por si mesmo.
Ser importante para os outros não é uma questão de escolha, de opção, de convencimento ou persuasão, poder ou força. Muito menos uma questão de necessidade. Quando ser importante para alguém se torna necessidade  pode ser uma sinal de que ainda não somos importantes para nós mesmos.
Ser importante para alguém é consequência daquilo que você é para si mesmo.
“Torna-te o que és!”. F. Nietzsche
Um ótimo fds galera!

A difícil arte de amar!

Por que é tão difícil amar e ser amado sem sofrer e fazer sofrer?
Porque o amor é sublime, mas não traz sempre paz e serenidade. Vez ou outra surge uma espada entre dois instintos: o meu e o teu.
Porque o passado sempre volta, torna-se presente quando deveria permanecer ausente.
Porque viver a dois é uma espécie de palco, de teatro. Duas máscaras, duas personas que, ao se enredarem na história, tecem uma peça única, genuína, mas sem fazer morrer personas.
Porque fantasmas e sombras todos nós temos.  É preciso luz e tempo para que desistam de nos atormentar.
Porque sonhamos com castelos, reis e rainhas. Nos esquecemos que ao nosso lado há um plebeu, uma plebeia, um errante, uma amante.
Porque homens sonham com mulheres que se submetam e mulheres com homens que cumpram.
Porque em toda relação fazemos exigências, tecemos uma teia de condições, uma espécie de “se”. Não é fácil ceder, muito menos compreender. O outro sempre será para nós um muro, uma esfinge a soletrar enigmas.
Mas o prêmio vem! Morrer para nascer, crescer e amadurecer, tornar-se fruto, paladar e frescor para que a semente caia uma vez mais na terra, para que o amor brote novamente, e com ele luz e espada, cama e palco!


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Top's Garcia e Macedo - Parte 3

(Pela memória da família mais atrapalhada e esquecida do planeta. Quiçá de outras galáxias!)

1 – Meu Tio Zé Maria contando hoje à tarde sobre um episódio em que ele estacionou seu Uno vermelho na frente de um despachante em Itapeva. Depois de resolver suas coisas no despachante voltou para o carro. Ao chegar, olhou para dentro do Uno e reparou que o som, os falantes e o tampão traseiro não estavam mais lá. Aturdido, pediu ao funcionário do despachante que ligasse para a polícia. Afinal, o larápio não poderia estar muito longe.  O funcionário já estava para passar o endereço para a polícia quando meu tio gritou: Ohhh, desliga, desliga cacete!. Esse Uno não é o meu. O meu é o da frente. Puta merda viu!
2 – Essa o mesmo Tio Zé contava sobre nosso saudoso Tio Ditinho. Ele chegava da roça montado em seu cavalo. Chegando em casa, viu que a porteira estava trancada. Desceu do cavalo, abriu a porteira, passou para o lado de dentro, trancou a porteira e passou o cadeado na corrente. Ao se levantar, olhou e avistou algo inusitado e disse pra si mesmo: “Puta merda viu. Esqueci o cavalo do lado de fora rapaz!”
3 – Essa é antológica e ocorreu com o mesmo saudoso Tio Ditinho. Numa viagem (acredito que para São Paulo), o ônibus parou num posto em Itapetininga. Dentro da lanchonete Tio Ditinho ficou com água na boca diante de uma bancada de maças vermelhas, grandes e lustrosas. Não hesitou e comprou uma bem grande. Pediu à garçonete que embrulhasse num papel (tipo alumínio). O ônibus deu partida, já estava na pista, as janelas abertas devido ao calor e meu Tio falando para o Adão: “mais que beleza de maça rapaz”.  Tio Ditinho sentou-se e não resistiu por muito tempo. Pegou a maça, retirou o papel alumínio e “vlupt” pela janela. Com aquele jeitinho que só quem o conheceu sabe, meu tio olhou para o lado e disse: “Adão? Se viu o que eu fiz? (Segurando o papel todo amaçado nas mãos). Puta merda viu! Joguei a maça rapaz!”