sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A difícil arte de amar!

Por que é tão difícil amar e ser amado sem sofrer e fazer sofrer?
Porque o amor é sublime, mas não traz sempre paz e serenidade. Vez ou outra surge uma espada entre dois instintos: o meu e o teu.
Porque o passado sempre volta, torna-se presente quando deveria permanecer ausente.
Porque viver a dois é uma espécie de palco, de teatro. Duas máscaras, duas personas que, ao se enredarem na história, tecem uma peça única, genuína, mas sem fazer morrer personas.
Porque fantasmas e sombras todos nós temos.  É preciso luz e tempo para que desistam de nos atormentar.
Porque sonhamos com castelos, reis e rainhas. Nos esquecemos que ao nosso lado há um plebeu, uma plebeia, um errante, uma amante.
Porque homens sonham com mulheres que se submetam e mulheres com homens que cumpram.
Porque em toda relação fazemos exigências, tecemos uma teia de condições, uma espécie de “se”. Não é fácil ceder, muito menos compreender. O outro sempre será para nós um muro, uma esfinge a soletrar enigmas.
Mas o prêmio vem! Morrer para nascer, crescer e amadurecer, tornar-se fruto, paladar e frescor para que a semente caia uma vez mais na terra, para que o amor brote novamente, e com ele luz e espada, cama e palco!


2 comentários:

  1. Profundo. Gostei.

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  2. Apreciando poemas... magnifico escolheu a linguagem da sublime subjetividade!! Perfeito!!

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