terça-feira, 12 de março de 2013

A batalha dos instintos!

Quando nos deparamos na encruzilhada entre escolher o que queremos e o que imaginamos que os outros esperam de nós, deveríamos abortar a missão. Ninguém jamais vencerá a guerra e os dois sairão sempre perdedores. Primeiro, porque o que queremos quase nunca é o que os outros esperam de nós. E o contrário também é verdadeiro. Mas se nada escolhemos, não estaríamos sendo injustos com ambas as partes? Não estaríamos sendo indiferentes conosco e com os que convivemos? Acredito que não! Se não pendemos para um dos lados, significa que optamos por não ferir nenhum dos dois. Indiferença é passar pelo outro sem reconhecê-lo, como se ele não nos dissesse coisa alguma. Se não escolhemos o que queremos, talvez estejamos dando mostras de nobre altruísmo. Afinal, o egoísmo quase sempre saiu vencedor quando as "duas espadas" dos instintos estiveram em combate!


sábado, 16 de fevereiro de 2013

O papel da dúvida na era da informação



Diariamente somos bombardeados com informações que nos chegam aos olhos e ouvidos através de pessoas com reconhecimento moral, espiritual ou acadêmico. Até mesmo “simples mortais” ganham credibilidade por terem alçado os louros da fama. Tornou-se prática comum nossos meios de comunicação sustentarem suas verdades e ideias através de especialistas, doutores, psicólogos e psiquiatras que corroboram teses “sensatas” ou sentenças sensacionalistas. Nas redes sociais é lei o compartilhamento de ideias, frases e pensamentos atribuídos a grandes nomes da filosofia, da arte, da ciência e da literatura. Nietzsche, Saramago, Clarice Lispector, Sartre, Einstein, Da Vinci e Santo Agostinho entraram para o rol da fama com frases de efeito moral, ora para enobrecer o espírito humano ora para servir de “flecha” contra os inimigos.  Jornais e revistas outorgam para si o título de “imparciais”, repetem constantemente que a verdade sempre será seu maior compromisso. Temos “receitas” para todos os problemas: para o fim da violência, para superar a obesidade, solucionar relações frustradas, afastar encostos espirituais, combater a corrupção política, dietas para o corpo belo, exercícios para combater o stress, fórmulas para o sucesso profissional, dicas para a viagem dos sonhos. Nossos neurônios e sinapses talvez nem comportem a avalanche diária de informações. Muitas delas devem se perder pelos caminhos de nossos impulsos nervosos e, quiçá, nos retornem em sonho, muitas vezes com faces monstruosas e enigmas indecifráveis. 




sábado, 9 de fevereiro de 2013

Enfim, carnaval !!

Enfim, carnaval!

Uma tregua para a dor.
Quem sabe outro amor!
Uma tregua para a fadiga.
Quem sabe outra briga!
Uma tregua à vaidade.
Somos jovens em qualquer idade!
Uma tregua para a labuta.
Começa nova luta!
Uma tregua para Deus e sermões.
A felicidade dispensa orações.
Uma tregua para a morte.
Carnaval é tempo de sorte!
Uma tregua ao hospital.
Virtude é passar mal!
Uma tregua à nobreza.
Pobre é a avareza.
Uma tregua à fama.
Rico e pobre pisam a mesma lama!
Uma tregua à depressão.
Televisão é diversão!
Uma tregua ao trabalho.
Afinal, todo mundo é falho!!


sábado, 26 de janeiro de 2013

A curiosidade fatal!


Os seres humanos possuem uma característica que fizeram dele um ser distinto em todas as épocas de nossa breve história nesse insignificante e minúsculo ponto de terra e mar: eles são curiosos. Uma curiosidade tamanha capaz de produizr inventos que traduzem belas intenções ou torpes e mesquinhos desejos. De todas as grandes invenções produzidas pela mente humana, de longe, a mais ousada, embaraçada, bela e excêntrica se chama ser humano. Somos nosso maior objeto de estudo, somos nosso maior embrolho, nosso maior paradoxo. Estranho que, diante de um sem-número de possibilidades, logo nós nos tornamos nosso maior enigma. Se fossemos capazes de mapear todos os temas de livros, ensaios, teses, tratados e artigos científicos não seria surpresa constatar que nos tornamos cobaias de nós mesmos. E mesmo uma suposta visão holística produzida por por todas elas em conjunto deixaria escapar camadas superpostas de mentiras sedimentadas que se tornaram supostas verdades. Como diz Nietzsche, a natureza se cala sobre tudo o que se relaciona ao humano, ela nada nos diz, ela não entraria num embate tão desleal e pouco sincero. Deveríamos então nos calar eternamente, abandonar nossa "fatal curiosidade"? Talvez não! Mas também não deveríamos nos tornar tão patéticos e enfadonhos,  e sim tomar tudo como uma grande brincadeira, como um grande teatro onde o ator não possui roteiro e faz tudo de improviso. E a platéia ri e chora imaginando que tudo fora previamente preparado para fazer valer o preço da bilheteria.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A vida como ela não é!

A vida não é fácil. Fácil é nome de música!
A vida não é mole. Mole é sobrenome de Maria!
A vida não é doce. Doce é Maria Mole!
A vida não é suave. Suave é brisa!
A vida não é remédio. Remédio é paliativo!
A vida não é amor. Amor é platônico!
A vida não é carência. O amor é carência!
A vida não é abundância. Abundante é o medo!
A vida não é solidão. Solidão é um porto!
A vida não é passageira. Passageira é a dor!
A vida não é prazer. O vinho é prazer!
A vida não é felicidade. Só o tempo é feliz!

O que é a vida, então?

Ponte......ponte para você, ponte para outros!