Há viagens de todos os tipos e formas: reais, virtuais, banais, bacanais, superficiais, naturais, casuais, sensuais, sexuais...nossa viagem filosófica terá um pouco de tudo. Sua bagagem? Riso, ócio e desejo de parir novos valores!
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A fala dá pena!
Devo falar corretamente. Por quanto tempo?
É todo correto o tempo?
Não foi o tempo que produziu o ódio, a espada, o canhão e a vingança? E em nome da verdade!
Devo falar corretamente. Para quê? Seduzir e enganar?
Para conduzir almas ao paraíso e viver no inferno?
Não foi em nome da verdade que dividimos os mundos?
Que tornamos Hades um carrasco, judeus a escória, muçulmanos o eixo do mal, negros a mancha na alvidez do mundo?
Então, o silêncio! Apenas correr a pena!
Mas não foi a pena que decretou a tortura, a fogueira, o patíbulo e o panóptico?
Não foi ela a desertar subversivos? Ao fogo com as letras e espíritos desviantes? À escravidão mentes vazias e corpos robustos?
Amputar as mãos! Calar a voz!
Apenas viver.......ainda que no erro!
terça-feira, 12 de março de 2013
A batalha dos instintos!
Quando nos deparamos na encruzilhada entre escolher o que queremos e o que imaginamos que os outros esperam de nós, deveríamos abortar a missão. Ninguém jamais vencerá a guerra e os dois sairão sempre perdedores. Primeiro, porque o que queremos quase nunca é o que os outros esperam de nós. E o contrário também é verdadeiro. Mas se nada escolhemos, não estaríamos sendo injustos com ambas as partes? Não estaríamos sendo indiferentes conosco e com os que convivemos? Acredito que não! Se não pendemos para um dos lados, significa que optamos por não ferir nenhum dos dois. Indiferença é passar pelo outro sem reconhecê-lo, como se ele não nos dissesse coisa alguma. Se não escolhemos o que queremos, talvez estejamos dando mostras de nobre altruísmo. Afinal, o egoísmo quase sempre saiu vencedor quando as "duas espadas" dos instintos estiveram em combate!
sábado, 16 de fevereiro de 2013
O papel da dúvida na era da informação
Diariamente somos bombardeados
com informações que nos chegam aos olhos e ouvidos através de pessoas com
reconhecimento moral, espiritual ou acadêmico. Até mesmo “simples mortais”
ganham credibilidade por terem alçado os louros da fama. Tornou-se prática
comum nossos meios de comunicação sustentarem suas verdades e ideias através de
especialistas, doutores, psicólogos e psiquiatras que corroboram teses
“sensatas” ou sentenças sensacionalistas. Nas redes sociais é lei o compartilhamento de ideias, frases e pensamentos
atribuídos a grandes nomes da filosofia, da arte, da ciência e da literatura.
Nietzsche, Saramago, Clarice Lispector, Sartre, Einstein, Da Vinci e Santo
Agostinho entraram para o rol da fama com frases de efeito moral, ora para
enobrecer o espírito humano ora para servir de “flecha” contra os
inimigos. Jornais e revistas outorgam
para si o título de “imparciais”, repetem constantemente que a verdade sempre
será seu maior compromisso. Temos “receitas” para todos os problemas: para o
fim da violência, para superar a obesidade, solucionar relações frustradas, afastar
encostos espirituais, combater a corrupção política, dietas para o corpo belo,
exercícios para combater o stress, fórmulas para o sucesso profissional, dicas
para a viagem dos sonhos. Nossos neurônios e sinapses talvez nem comportem a
avalanche diária de informações. Muitas delas devem se perder pelos caminhos de
nossos impulsos nervosos e, quiçá, nos retornem em sonho, muitas vezes com faces
monstruosas e enigmas indecifráveis.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Enfim, carnaval !!
Enfim, carnaval!
Uma tregua para a dor.
Quem sabe outro amor!
Uma tregua para a fadiga.
Quem sabe outra briga!
Uma tregua à vaidade.
Somos jovens em qualquer idade!
Uma tregua para a labuta.
Começa nova luta!
Uma tregua para Deus e sermões.
A felicidade dispensa orações.
Uma tregua para a morte.
Carnaval é tempo de sorte!
Uma tregua ao hospital.
Virtude é passar mal!
Uma tregua à nobreza.
Pobre é a avareza.
Uma tregua à fama.
Rico e pobre pisam a mesma lama!
Uma tregua à depressão.
Televisão é diversão!
Uma tregua ao trabalho.
Afinal, todo mundo é falho!!
Uma tregua para a dor.
Quem sabe outro amor!
Uma tregua para a fadiga.
Quem sabe outra briga!
Uma tregua à vaidade.
Somos jovens em qualquer idade!
Uma tregua para a labuta.
Começa nova luta!
Uma tregua para Deus e sermões.
A felicidade dispensa orações.
Uma tregua para a morte.
Carnaval é tempo de sorte!
Uma tregua ao hospital.
Virtude é passar mal!
Uma tregua à nobreza.
Pobre é a avareza.
Uma tregua à fama.
Rico e pobre pisam a mesma lama!
Uma tregua à depressão.
Televisão é diversão!
Uma tregua ao trabalho.
Afinal, todo mundo é falho!!
sábado, 26 de janeiro de 2013
A curiosidade fatal!
Os seres humanos possuem uma característica que fizeram dele um ser distinto em todas as épocas de nossa breve história nesse insignificante e minúsculo ponto de terra e mar: eles são curiosos. Uma curiosidade tamanha capaz de produizr inventos que traduzem belas intenções ou torpes e mesquinhos desejos. De todas as grandes invenções produzidas pela mente humana, de longe, a mais ousada, embaraçada, bela e excêntrica se chama ser humano. Somos nosso maior objeto de estudo, somos nosso maior embrolho, nosso maior paradoxo. Estranho que, diante de um sem-número de possibilidades, logo nós nos tornamos nosso maior enigma. Se fossemos capazes de mapear todos os temas de livros, ensaios, teses, tratados e artigos científicos não seria surpresa constatar que nos tornamos cobaias de nós mesmos. E mesmo uma suposta visão holística produzida por por todas elas em conjunto deixaria escapar camadas superpostas de mentiras sedimentadas que se tornaram supostas verdades. Como diz Nietzsche, a natureza se cala sobre tudo o que se relaciona ao humano, ela nada nos diz, ela não entraria num embate tão desleal e pouco sincero. Deveríamos então nos calar eternamente, abandonar nossa "fatal curiosidade"? Talvez não! Mas também não deveríamos nos tornar tão patéticos e enfadonhos, e sim tomar tudo como uma grande brincadeira, como um grande teatro onde o ator não possui roteiro e faz tudo de improviso. E a platéia ri e chora imaginando que tudo fora previamente preparado para fazer valer o preço da bilheteria.
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